
Dançamos bastante, perdemos total a noção da hora e quando percebemos, o Nefertiti estava lotado! Todos rindo, bebendo, trocando olhares... Eu falo muito sobre os olhares, né? Mas era fácil perceber que os olhares eram muito importantes, tudo começava dali... O primeiro contato entre os casais era justamente a troca de olhares. O começo do processo de sedução...
Naquela altura da noite, vários casais estavam passando os limites da cortina e resolvemos todos ver o que estava rolando por lá, já que quando fomos xeretar, os quartos estavam vazios.
Um friozinho percorreu a espinha enquanto caminhávamos em direção à Sin City (hehehe)! Carlos veio andando logo atrás de mim, com as mãos nos meus ombros, como se fizesse uma massagem... hhmmmm Filho da mãe!! Ele sabia como me deixar de pernas bambas!!!
Muita gente circulava pelos corredores, todos se deliciando com as maravilhas de ser um voyeur... Os quartos estavam todos ocupados. Sim! Estavam todos transando! Eram gemidos, mordidas, gritinhos, chupadas, tapas, apertões, lambidas... Os casais se entregavam ao prazer com tanto gosto, que era impossível não sentir vontade de participar daquilo tudo! Os mais atrevidos colocavam suas mãos nos buracos das paredes, na ânsia tocar quem estava nos quartos, de sentir o calor dos corpos, o suor, os tremores e arrepios!
Aquele clima definitivamente me deixou excitadíssima!! Adoro olhar... Poucas mulheres cedem aos estímulos visuais, eu sou uma delas! Aaaaiii Só de lembrar já fico arrepiada. Nenhum de nós falava muito, as palavras estavam escassas, sumiram, na verdade, as falas tornaram-se desnecessárias diante de cenas tão picantes.
Fomos olhando de quarto em quarto, estávamos curiosos, excitados, querendo observar cada detalhe, cada expressão, ouvir cada gemido, sentir a energia, o calor daqueles que sucumbiram ao prazer!
Quando chegamos na sala onde havia o sofá em U, sentamos para recuperar o fôlego, as cenas vistas precisavam ser saboreadas com calma, degustadas como se fossem o melhor dos vinhos. Um silêncio pairava no ar, senti que todos estávamos em um caminho sem volta, o desejo tomava conta, já dominava os sentidos e as vontades, não havia como voltar, não queríamos voltar...
Em um piscar de olhos, a Ana já estava aos beijos com Fernando e no segundo piscar já estava montada nele, ainda de roupa, mas com cara de quem tiraria tudo ali mesmo, com a platéia toda olhando! Olhei para Carlos, demos risadas ao ver nossos amigos naquele clima todo, mas não resistimos, nos beijamos e a nossa pele instantaneamente ficou arrepiada, vulnerável a cada toque.
Respiração ofegante e coração batendo a mil por hora, o fogo era tão grande que nem reparamos que havia uma pequena platéia olhando nossos amassos! Chegou num ponto em que nós dois estávamos quase explodindo de tanto tezão e levantamos às pressas e saímos a procura de um outro lugar... Assim um pouco mais escondidinho. A Ana e o Fernando também saíram na caça de um outro lugar, para tristeza de toda platéia que estava a nos observar.
Encontramos um quarto vazio e acabamos entrando junto com a Ana e o Fernando, já que era o único local vazio e a pressa era tanta que nem nos importamos em estarmos todos ali num espaço tão pequeno... Mal a chave do quarto fez “clic” e já estávamos praticamente nus, envolvidos naquele clima excitante, ouvindo em alto e bom tom os gemidos e sussurros dos outros casais nos quartos ao lado.
Inevitavelmente os 4 se esbarravam naquele espaço tão apertado, o que gerava uma sensação altamente erótica mesclada com uma imensa vontade de parar tudo e rir, pois éramos todos amigos e o Fernando é praticamente um irmão para mim! Mas o erotismo falava mais alto, ouvir gemidos de terceiros assim tão perto e ver outro casal transando logo ali, ha menos de um palmo de distância nos deixava cada vez mais alucinados. Eram bocas, línguas, mãos, dedos, braços, pernas... Meu corpo estava completamente entregue às vontades de Carlos, sua boca percorreu todo meu corpo, cada centímetro foi vorazmente tocado, me levando à um êxtase profundo...
Quando nos demos conta, Ana e Fernando já estavam recolhendo suas roupas e percebemos que já era quase de manhã. Nos trocamos também, saímos do quarto, pagamos nossa conta e fomos indo embora. Nós 4 nem precisávamos dizer um para o outro que a noite tinha sido maravilhosa e que nada daquilo seria revelado à ninguém, nada do que havia acontecido ali, atrás daquela cortina...

Bjos Mil e espero que tenham gostado desse conto. É baseado em uma história real! Apenas mudei algumas coisas , para o texto ficar mais saboroso... Até a próxima!
PS: Agradeço a colaboração de um grande amigo, que foi meu editor chefe nesse post! Baby, obrigada pela ajuda!